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sábado, 29 de maio de 2010

AS PESSOAS E A INTELIGENCIA

"As pessoas inteligentes... discutem idéias,
As pessoas medianamente inteligentes... discutem fatos
As pessoas medíocres... falam da vida alheia".
(Sábia filosofia).

"A sinceridade não é dizer tudo o que se pensa, mas crer em tudo o que se diz".
(Tito Livio)

O "TEMPERO DA VIDA"

A Vida não é como se nos apresenta, e sim, como nós nos apresentamos a Vida.
E como nós vivemos a Vida?
Quando a Vida se nos apresenta amarga, e permitimos que assim fique, nada mudará e a Vida será amarga.
Mas, se neste caso, adicionarmos a dose de doçura necessária, certamente, será transformado o seu sabor.
Na culinária da Vida, os temperos:
compreensão,
entendimento,
tolerância,
paciência,
perdão,
interesse pelo outro,
ajuda e altruísmo, são ingredientes indispensáveis para o
BANQUETE DA SABEDORIA.
(Arleir Bellieny).

"A Vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos" (John Lennon)

"EMOÇÕES" ARTIGO PUBLICADO NA "RCE"

Este artigo foi publicado pela revista Cultura Espírita - Ano II – n 14 – maio/2010, que ainda está nas bancas por apenas R$ 4,00, junto a tantos outros, focando a natureza do conhecimento espírita, que vale ser lido.
Após a publicação, participei do programa “Novos Rumos” na Radio Rio de Janeiro, a convite de sua produtora e apresentadora, nossa amiga, Nadja do Couto Valle, respondendo as perguntas dos ouvintes.

EMOÇÕES

- Para melhor situar o atento leitor ao convite a leitura de tão complexo quanto apaixonante tema, necessário se faz informar que na etimologia da palavra, emoção origina-se do latim “ex-movere” significando “em movimento”. Logo se pode deduzir que se trata de algo dinâmico e em constante transformação.
Da Grécia antiga ao Séc. XIX, as emoções eram consideradas como instintos básicos que deviam ser controlados para que a capacidade de pensar não fosse afetada.
Já em 1872, Charles Darwin (1) propôs uma linha de investigação para identificar as emoções básicas, ou universais de origem biológica, comparando as emoções dos humanos a dos animais. A partir do Séc. XX, porém, os estudos e pesquisas apontaram um novo rumo no entendimento das emoções. São inúmeros os teóricos notáveis que se ocuparam e se ocupam com as emoções. (2).
Para uma breve reflexão destaco Joseph Lê Doux (3): “Emoções em ação tornam-se poderosos fatores de motivação para futuras atitudes. São elas que definem o rumo de cada ação e dão a partida nas realizações de longo prazo. Mas nossas emoções também podem nos trazer problemas. Quando o medo se transforma em ansiedade, o desejo dá lugar à ganância, uma contrariedade converte-se em raiva e a raiva em ira, a amizade dá lugar à inveja e o amor à obsessão, ou o prazer se torna um vício, as emoções começam a voltar-se contra nós. A saúde mental depende da higiene emocional e, na grande maioria, os problemas mentais refletem o colapso da organização emocional. “As emoções podem ter conseqüências tanto úteis quanto patológicas.”
Qual a utilidade dessas informações para melhorar a nossa qualidade de vida e, por conseguinte o autoconhecimento? Identificar os sentimentos através das emoções pode ser um grande avanço para essa conquista. Revele seus sentimentos e descubra-te a ti mesmo.
Comecemos observando as nossas atitudes diante da vida de relação. Como reagimos diante daquilo que nos incomoda bem como o que nos agrada? Que critério aplicamos para avaliar nossas atitudes? Usamos dos mesmos recursos para avaliar os outros? Aceitamos a critica que nos são dirigidas em igualdade de condições?
Sendo a emoção, movimento, podemos entender que ao longo da jornada evolutiva do Ser Espiritual, essas mudanças são percebidas passo a passo. A evolução não dá saltos, nos afirmou Allan Kardec. Assim sendo, a percepção da intensidade qualitativa das emoções, parece ser o elemento revelador da identidade espiritual.
A sociedade contemporânea, voltada para os efeitos especiais e mirabolantes da tecnologia, emociona-se com as produções de hollywood; os twitters, orkuts, msns e facebooks criam linguagens específicas para a moderna comunicação, formatando em expressões gráficas aquilo que julgam ser o sentimento em tempo real, isolando-se do divino contato físico, olhos nos olhos, abraço no abraço, da troca de energia física e psíquica que estimula os sentimentos mais íntimos que provocam a manifestação das emoções mais confiáveis, por serem naturais e humanas.
As emoções, portanto, se revelam nas atitudes proclamadas pelas nossas ações, manifestando os nossos sentimentos. São elas que causam o significado, promovendo o desenvolvimento da personalidade. Não temos o poder de prever nem de impedir a manifestação das emoções, mas podemos conhecer suas causas e prevenir os resultados.
Neste momento estamos vivendo grande comoção social. Alterações climáticas no mundo, terremotos, tisunâmis, geadas... Desencarnes coletivo ceifam vidas e dizimam comunidades em diversos países. Parece que a mãe natureza nos chama à atenção para o exercício da fraternidade, como se quisesse nos dizer que não há liberdade sem igualdade. Quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir, que veja e ouça: É hora de viver o Evangelho do Mestre Jesus em toda a sua plenitude com toda a nossa Emoção.

Referências:
(1) Como explicado no conjunto da obra de Charles Darwin
(2) Para sua pesquisa: William James, Henri Wallon, Paul Ekman, Magda Arnold,
Robert Plutchik, Antonio Damasio, Lisa F. Barrett, Jessé Prinz, Carl Lange e outros.
(3) O Cérebro Emocional - 3ª edição, 1998, pg. 19- Objetiva RJ.

Rio de Janeiro, outono de 2010, para a revista Cultura Espírita edição maio/2010.

terça-feira, 25 de maio de 2010

LENDA ou REALIDADE?

Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que, certa vez, o rico chefe de grande caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou:
- Por que oras com tamanha fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?
O crente fiel respondeu:
- Grande senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos sinais dele.
- Como assim? Indagou o chefe, admirado. O servo humilde explicou-se:
- Quando o senhor recebe uma carta de uma pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?
- Pela letra.
- Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto ao autor dela?
- Pela marca do ourives. O empregado sorriu e acrescentou:
- Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabe, depois, se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?
- Pelos rastros - respondeu o chefe, surpreendido. Então o velho crente convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o céu, onde a Lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou respeitoso:
- Senhor, aqueles sinais lá em cima, não podem ser dos homens!
Nesse momento, o orgulhoso caravaneiro, de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também. (Meimei)

Conforme podemos observar, por mais rude e iletrado seja o outro, não devemos questionar a sua conexão com a Divindade.
Parece que a percepção da presença do Criador é inerente a criatura, não importando o credo religioso, a nacionalidade, o sexo, a cor, a idade ou a posição social que se encontra.
Basta olhar para a natureza, que encontramos os Sinais. Vamos dar uma espiadinha?

sexta-feira, 21 de maio de 2010

É preciso Sonhar "PEGADAS NA AREIA"

Considerando que todas as religiões e todos os profetas que já passaram pelo nosso planeta, tiveram como objetivo precípuo ligar o homem a Deus, acredito que “sonhar” com a Divindade é um atributo que só o homem seria capaz.
Esta postagem poderá ser sua antiga conhecida, porém, convido você a “sonhar” com o autor desconhecido, como se fosse seu próprio “sonho”. A experiência é indescritível. Independente do seu credo religioso, se você for verdadeiro para consigo, esse é um material que poderá promover profundas reflexões e, quem sabe? Encontrar algumas, senão, muitas respostas às suas dúvidas ou questionamentos...

“Uma noite eu tive um sonho...”.
Sonhei que estava andando na praia, com o Senhor, e através do Céu passavam cenas da minha vida. Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era o meu e o outro era do Senhor.
Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também, que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me entristeceu deveras, e perguntei então ao Senhor:
“Senhor, Tu me disseste que, uma vez que eu resolvi Te seguir, Tu andarias sempre comigo todo o caminho, mas, notei que durante as maiores atribulações do meu viver havia na areia dos caminhos da vida, apenas um par de pegadas. Não compreendo por que, nas horas que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixastes”.
O Senhor me respondeu:
“Meu precioso filho, Eu te amo e jamais te deixaria nas horas da tua prova e do teu sofrimento. Quando vistes na areia apenas um par de pegadas, foi exatamente aí que Eu, nos braços...te carreguei”.

- Como Terapeuta, quando ouço as estórias que me são trazidas em consultório, procuro ler nas entrelinhas aquilo que não está sendo dito com clareza, ou seja, a pessoa quando está focada na sua desdita, não se dá conta que está cometendo atropelos, e deixando lacunas no seu discurso, porque não está consciente para ela.
Pode ser que o nosso sonhador embora tivesse aceitado o convite de seguir fielmente ao Senhor, nos momentos de dificuldade ficou tão envolvido com seus problemas, que embotou a percepção de tal forma, que não se notou sendo carregado no aconchegante e seguro colo do Senhor. Fica então como lembrete:
“O homem que duvida da presença permanente do Senhor, não consegue visualizar as próprias pegadas na areia do tempo da sua consciência”.

MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA

Caso você não desejar ler toda a página, leia somente o parágrafo que te causar interesse. Selecione um por dia para meditar. Creio que será o suficiente para viver melhor.

Um manual de sobrevivência

“Depois de algum tempo você aprende”
A diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma;
Que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança; Começa aprender que beijos não são contratos e nem promessas; Passa a aceitar suas derrotas de cabeça erguida e com os olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
A construir seus caminhos no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro, não raro, se desmancha no vazio.
Que se ficar demasiadamente exposto ao sol ele queima; Que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... Compreende que não importa o quanto uma pessoa seja boa, ainda assim ela irá feri-lo de vez em quando e você precisará perdoá-la por isso.
Que falar pode aliviar as dores da alma. Descobre que a confiança necessita de um bom tempo para ser construída e não mais do que poucos segundos para virar pó, e que você pode, em um instante, fazer coisas das quais se arrependerá para o resto da vida.
Que as verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. Reconhece que os bons amigos são a família que nos foi permitido escolher.
Que não temos que mudar de amigos quando compreendemos que também eles se transformam. Percebe que o seu melhor amigo e você podem fazer muitas coisas, ou nada, e terem bons momentos juntos. Constata que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas depressa demais.
Toda e qualquer despedida podem ser a última, e por isso devemos deixar aqueles que amamos com palavras amorosas.
Que as circunstâncias e a realidade têm influência sobre todos, mas que a responsabilidade por nós mesmos só cabe a nós e mais ninguém. Começa a aprender que comparar-se aos outros não faz sentido, pois o que realmente importa é procurar fazer sempre o melhor que está ao seu alcance, o seu melhor.
Você descobre que para tornar-se a pessoa que deseja ser precisará de um longo tempo, mas que o tempo do qual dispõe é curto.
Compreende que não importa aonde você chegou, mas sim para onde está indo, e quando não sabemos para onde queremos ir, qualquer lugar nos servirá.
Que ou você controla seus atos ou eles farão de você um escravo. Que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois por mais difícil e delicada que seja a situação, sempre existem dois lados.
Você percebe que os heróis nada mais são do que pessoas que fizeram o que era necessário serem feito e enfrentaram as conseqüências dos seus atos.
Que a paciência requer muita prática. Descobre que, algumas vezes, a pessoa de quem você espera um chute quando está caído, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
!Que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e com o que você foi capaz de tirar delas do que com a quantidade de aniversários que já celebrou.
Que nunca se deve dizer a uma criança que os sonhos são bobagens, pois humilhações desse tipo são graves demais. E quando uma criança passa a crer em palavras como esta, começa aí uma verdadeira tragédia. Percebe que há mais dos seus pais em você do que imaginava.
Que estar com raiva é um direito seu, mas que esse fato não te dá o direito de ser cruel. Descobre que se alguém não o ama do jeito que você gostaria isto não significa que esse alguém não o ame verdadeiramente, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver este amor.
Que ser perdoado pelos outros nem sempre é suficiente, já que algumas vezes o que você realmente precisa é perdoar a si mesmo.
Que com a mesma severidade com que julga os outros, em determinados momentos você será condenado.
Que não importa em quantos pedaços o seu coração tenha sido partido, o mundo não vai parar para que você o concerte.
Que o tempo é daquelas coisas que não tem volta. Sendo assim, plante seu jardim e decore a sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe trouxesse flores.
Acima de tudo você percebe que é capaz de suportar...
Que também é forte, e que pode ir muito mais longe do que supunha.
Percebe que a vida realmente tem valor, e que, diante desta vida, uma coisa é incontestável: SEU VALOR!”

Sinceramente, sentir-me-ia vaidoso se fosse o autor do manual que acabo de transcrever, porém, vou exercitar minha humildade. Na realidade recebi como mensagem esparsa atribuida a WILLIAM SHAKESPEARE, mas, não tenho certeza da veracidade da assinatura. De qualquer forma, valeu postar. Caso algum leitor saiba ou seja o verdadeiro autor, pode reclamar o crédito. Abraço a todos.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

NEM CASTIGO, NEM PERDÃO

Encontrei esta página em meus arquivos, na mesma semana em que houve uma missa de sétimo, dia pelo desencarne da matriarca de uma família amiga.
Participei da missa, e pude perceber naqueles corações saudosos, que alguns estavam deveras angustiados pela perda sofrida.
Estou endereçando esta postagem a todos que desejarem refletir acerca do comportamento do Espírita, diante do inevitável desencarne que fatalmente, todos nós, ditos vivos, passaremos pela experiência.

O Espírita encontra na própria fé – o Cristianismo Redivivo –estímulos novos para viver com alegria, pois, com ele, os conceitos fundamentais da existência recebem sopros poderosos de renovação.
A Terra não é prisão de sofrimento eterno.
É escola abençoada das almas.
A felicidade não é miragem do porvir.
É realidade de hoje.
A dor não é forjada por outrem.
É criação do próprio espírito.
A virtude não é contentamento do futuro.
É júbilo que já existe.
A morte não é santificação automática.
É mudança de trabalho e de clima.
O futuro não é surpresa atordoante.
É conseqüência dos atos presentes.
O bem não é o conforto do próximo, apenas.
É ajuda a nós mesmos.
Deus é Equidade Soberana, não castiga e nem perdoa, mas o ser consciente profere para si as sentenças de absolvição ou culpa ante as Leis Divinas.
Nossa conduta é o processo, nossa consciência o tribunal.
Não nos esqueçamos, portanto, de que se a Doutrina Espírita dilata o entendimento da vida, amplia a responsabilidade da criatura.
As raízes das grandes provas irrompem do passado – subsolo da existência – e, na estrada da evolução, quem sai de uma vida entra em outra, porque berço e túmulo são, simultaneamente, entradas e saídas em planos da Vida.

André Luiz, na psicografia de Chico Xavier.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Prof. PAULO FREIRE (19/09/1921 - 02/05/1997).

Uma singela homenagem ao emérito educador que com suas idéias libertárias, muito contribuiu na minha formação profissional. Há treze anos apagou-se a chama biológica, mas, o calor de suas idéias continua vivo e atual, para todos que dispuserem a examinar sua obra. Aproveito para deixar uma pequena pitada de lembrança do poeta... para ilustrar a minha proposta neste trabalho.

" Escolhi a sombra desta árvore para repousar do muito que farei, /Enquanto esperarei por ti./
Quem espera na pura espera / Vive um tempo de espera vã./Por isto, enquanto te espero/ Trabalharei os campos e conversarei com os homens. / Suarei meu corpo, que o sol queimará; /Minhas mãos ficarão calejadas; / Meus pés aprenderão o mistério dos caminhos; / Meus ouvidos ouvirão mais; / Meus olhos verão o que antes não viam; / Enquanto esperarei por ti. / Não te esperarei na pura espera porque o meu tempo de espera é um tempo de fazer. (...)
Estarei preparando tua chegada / Como um jardineiro prepara o jardim / Para a rosa que se abrirá na primavera!" (Paulo Freire)

terça-feira, 18 de maio de 2010

18 de maio DIA INTERNACAIONAL DO MUSEU

Hoje é o dia internacional do Museu. Lamentavelmente, ao povo brasileiro não é dado adquirir essa cultura nas escolas. Ao aluno é apresentada a disciplina o suficiente para obter nota média para não ficar em recuperação ou não repetir a matéria no ano seguinte. Da história do Brasil, história geral e história natural, muito pouco se aprende no estudo fundamental. Em um grande contraste com os currículos escolares, a Cidade do Rio de Janeiro é um museu a céu aberto e certamente quem passa pelas ruas do Rio diariamente, nem nota que poderá estar pisando em pegadas de grandes vultos da nossa conturbada História. Não sou historiador, muito menos professor de história. Mas confesso a vocês que quando passo diante de um museu, um palácio, uma igreja antiga ou mesmo uma construção com mais de cem anos, não resisto e dou uma paradinha para espiar e... Viajo no tempo. Não consigo olhar para um monumento histórico sem imaginar: Quanta energia humana foi investida para que ali a história se perpetuasse. Sem falar no absurdo do investimento econômico. Mas isso é assunto para os Economistas. Estou focando o Rio de Janeiro, porque é aqui que cresci e vivo. Isso vale para todo o nosso País. Onde quer que estejamos na nossa “Pátria Mãe Gentil”, estamos nos deparando com um fantástico patrimônio cultural que nos foi legado pelos pioneiros, desbravadores e intimoratos homens e mulheres, que acreditaram construir uma nação livre para que todos pudessem viver com dignidade e orgulho. Muito embora os nossos heróis retumbantes tenham dado sua contribuição, alguns deles com a própria vida para que o sonho se tornasse realidade, percebo que nossa gente não anda lá preocupada com essas coisas. Se você quiser, faça um teste hoje. Pergunte a alguém na rua ou a algum conhecido, parente ou amigo: Você sabe que hoje é o dia internacional do Museu? Não se surpreenda se ouvir uma resposta como: Do Museu? Eu nem sabia que existia! Ou outro mais apressado: O que me interessa saber se hoje é dia do museu? Estou querendo saber por que o Dunga não convocou o artilheiro do meu time; se a copa de 2014 será ou não aqui no Brasil e se teremos Carnaval no meio do ano. Raramente teremos uma resposta positiva. Pode ser que eu esteja exagerando, mas parece que a cultura do conhecimento do patrimônio preservado, foi aos poucos sendo atropelada pelas necessidades imediatas.
Quanto as minhas reflexões e viagens diante dos fatos históricos, pode ter a ver com minha prática profissional. Como Terapeuta de Vida Passada, encontro diariamente com personagens que se reproduzem no setting terapêutico, despertados de algum momento da História onde dormitavam inconscientes. Tenho de admitir que com eles tenho conhecido outro lado dos fatos acontecidos no passado que não são contados em livros e em nenhum outro arquivo senão o dá psique humana. O lado vivencial que os historiadores não registraram.
Numa justa homenagem aos cérebros de vanguarda que se ocuparam, e ainda se ocupam, com os valores culturais da nossa Rica e Turbulenta Identidade Nacional, o nosso carinho, respeito e agradecimento pelo esforço hercúleo que demonstram para a nossa Sociedade. Para vocês Museólogos, deixo aqui uma expressão citada em um poema de Horácio: “Carpe Diem”.






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domingo, 16 de maio de 2010

VÍDEO para a TV CNN - PERDÃO E AUTOPERDÃO



Junto ao Dr. Jorge Andréa em entrevista concedida a Yasmim Madeira para o programa "Despertar Espírita" para a TV CNN. Tema: "O Autoperdão na Transformação do Ser".